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Incêndios florestais na Rede Nacional de Áreas Protegidas
| Por Pedro Vacas


De acordo com os dados provisórios, à data de 12 de Setembro, e relativamente aos incêndios florestais em áreas protegidas da Rede Nacional de Áreas Protegidas, verifica-se que no ano 2011, a área ardida total estimada é cerca de 3085ha, resultante de 273 ocorrências. A área ardida é inferior ao ano anterior, no qual 329 ocorrências provocaram aproximadamente 17646ha ardidos, sendo que o mês de Agosto foi o principal responsável por este elevado valor, cerca de 16980ha. Este ano, a situação apresentou-se invertida, sobretudo na Fase “Charlie”, o período mais crítico de fogos florestais. Ou seja, nos meses de Julho, Agosto e Setembro (até ao dia 12) de 2011, arderam aproximadamente 971ha, resultantes de 178 ocorrências, contra cerca de 16290ha ardidos em 2010, resultantes de 263 ocorrências. É importante sublinhar que os incêndios florestais ocorridos nos meses de Fevereiro, Março e Abril, correspondentes à Fase “Alfa”, contribuíram de forma mais significativa do que no ano anterior, para área total ardida.

O número de incêndios florestais nas áreas protegidas tem demonstrado uma tendência decrescente nos últimos 15 anos, de acordo com os dados disponíveis no relatório “Incêndios Rurais/Florestais na Rede Nacional de Áreas Protegidas – 2010”, apesar das oscilações verificadas. No ano 2003 verificou-se um valor máximo, com 28 272ha (cerca de 1/6 da área total ardida nos últimos 15 anos), verificando-se um valor mínimo com 1 555ha de área ardida em 1997.

A actuação do ICNB no que respeita aos incêndios florestais, desenvolve-se nos territórios das áreas protegidas, de acordo com as orientações estratégicas definidas no Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PNDFCI), na Directiva Operacional Nacional (DON), pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e no Plano de Actuação anual do ICNB/Áreas Protegidas (Plano de Actuação e Planos Prévios de Intervenção de Incêndios Rurais/Florestais).

Na sequência do protocolo celebrado entre a Autoridade Nacional de Protecção Civil e o ICNB, foram entregues no dia 24 de Agosto cinco viaturas de primeira intervenção contra incêndios. A cerimónia decorreu na Mitsubishi Motors de Portugal, com a presença do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural e do Presidente do ICNB. A aquisição destas viaturas de primeira intervenção, as primeiras de um lote de oito, equipadas com um kit que inclui desde extintor de pó químico e depósito de água a motosserra e moto-roçadora, foi maioritariamente financiada pelo Fundo de Coesão no âmbito do domínio de Intervenção, Prevenção e Gestão de Riscos do Eixo III do Programa Operacional Temático Valorização do Território. As viaturas foram destinadas ao Parque Nacional da Peneda-Gerês e aos Parques Naturais da Serra da Estrela, Serra de São Mamede e Serras de Aire e Candeeiros.

O Plano de Operações Nacional para o Parque Nacional da Peneda-Gerês, da responsabilidade da Autoridade Nacional da Protecção Civil incluiu um Dispositivo Conjunto de Defesa Contra Incêndios, constituído por meios e recursos das entidades intervenientes, de forma a salvaguardar as áreas consideradas de maior interesse. O plano aplica-se aos distritos de Braga, Viana do Castelo e Vila Real, na área ocupada pelo Parque Nacional, incidindo prioritariamente em duas zonas de intervenção, a Mata do Ramiscal, no concelho de Arcos de Valdevez e a Mata de Albergaria, no concelho de Terras de Bouro.

Este ano, o Dispositivo Conjunto de Defesa Contra Incêndios no Parque Nacional da Peneda-Gerês foi reforçado com duas novas entidades, garantindo a presença permanente no local, durante a Fase “Charlie”: o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Força Especial de Bombeiros (FEP). Para além disso, acrescenta-se a actividade de vigilância e intervenção das equipas que incluem o Dispositivo e que são: os Corpos de Bombeiros, as equipas de Sapadores Florestais; as equipas próprias de vigilância e 1ª intervenção do PNPG; outras forças e meios, qualificados para execução de missões de vigilância e ATI a incêndios florestais, disponibilizados pelos Agentes de Protecção Civil ou por entidades com especial dever de colaboração, em conformidade com o nível de empenhamento e o grau de prontidão previamente estabelecidos.

Fonte: icnb

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