Água seca (ou água em pó!) pode armazenar CO2

Investigadores apresentam novos estudos com a chamada “água seca”, uma substância peculiar que poderia ajudar no combate ao aquecimento global.
Esse tipo de água em pó tem a propriedade de absorver e armazenar dióxido de carbono e outros gases, como o metano, de forma bastante eficiente.
O estudo foi apresentado na 240º Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química, pelo Professor Andrew Cooper, da Universidade de Liverpool (Inglaterra).
Similar a grãos de açúcar, a substância ganhou o nome porque possui 95% de água e, no entanto, ainda mantém-se na forma de um pó. Isso porque cada grão contém uma gota de água cercada de um tipo de sílica modificada – e é essa cobertura que impede que as gotículas se recombinem em forma de líquido.
Apesar da aparência, esfregada contra a pele, a “água seca” causa um leve resfriamento – uma sensação similar ao contacto com a água.
Esse fino pó, ao absorver os gases, forma os chamados hidratos. Ele foi descoberto em 1968 e uma das suas primeiras aplicações foi no uso da indústria de cosméticos já que, além de absorver, ele é capaz de acelerar reacções químicas em centenas de produtos.
É por essas propriedades que os investigadores acreditam que a água seca possa armazenar e transportar materiais industriais ou outros elementos potencialmente perigosos. A equipa já havia demonstrado, em estudos anteriores, que o pó é bastante útil para guardar metano. O estudo com o gás foi, inclusive, destaque da prestigiada revista Nature. Agora, os resultados mostraram que ele é bastante útil também na absorção de CO2: quase três vezes mais do que somente a água e a sílica descombinadas.
Outras aplicações incluem também o armazenamento de líquidos, especialmente as emulsões (a união de dois ou mais líquidos que não se misturam, como água e óleo). Com a “água seca”, os investigadores mostraram que podem transformar uma emulsão num pó, facilitando o transporte dos líquidos.
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