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Estudo revela que a Antárctida está a derreter
| Por Pedro Vacas


A Antárctida é o sítio onde se regista o maior degelo: a camada gelada está a perder a espessura quatro vezes mais rápido do que há dez anos, de acordo com uma investigação liderada pelo professor Duncan Wingham, da University College de Londres (UCL) e publicada na revista científica "Geophysical Research Letters".

O estudo feito a oeste da Antárctida revelou que a camada de gelo está a descer 16 metros por ano. Desde 1994 houve um redução desta superfície em 90 metros, o que traz graves implicações para o aumento do nível do mar.

Cálculos efectuados com base na taxa de degelo registada há 15 anos revela que a Antárctida poderia durar 600 anos, mas em virtude destes novos dados não durará mais do que 100 anos.

No centro Pine Island é onde se encontra a maior taxa de degelo e os investigadores temem que, se o processo continuar, haja uma fractura que provoque uma quebra, afectando o continente.

Três centímetros

O professor Andrew Shepherd, da Universidade de Leeds, um dos autores da investigação, afirmou que o degelo vai fazer com que o nível da água do mar aumente 3 centímetros a nível mundial.

“É algo sem precedentes nesta região da Antárctida. Sabíamos que havia o desequilíbrio há algum tempo, mas nada no mundo está a ter uma tal aceleração”, acrescentou Shepherd.

Pine Island tem vindo a ser estudado há alguns anos, devido ao receio de poder desabar e desintegrar-se da calota polar no oeste da Antárctida.

Há cinco anos, foi realizado um voo em conjunto, pela Marinha do Chile e NASA, que durou 11 horas, para analisar com precisão esta zona, onde foram utilizados radares e equipamento laser. Esta viagem incluiu uma série de sobrevoos baixos sobre Pine Island, que tem 32 Km de largura 1,6 Km de espessura. Já nesta altura, os investigadores preocupavam-se com a velocidade da mudança que foi detectada. No estudo agora realizado, foram utilizados dados de satélite que fornecem mais informações alarmantes para os especialistas polares.

Mudança dramática

Esta nova descoberta ocorre num momento em que os cientistas no continente Árctico encontram provas de uma mudança dramática. A bordo de um navio da Greenpeace estudaram o noroeste da Gronelândia.

Jason Box, da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, que participou nas investigações, ficou surpreendido pela pouca quantidade de gelo no mar, encontrado no estreito de Nares, entre a Gronelândia e o Canadá.

Instalaram câmaras em Petermann, onde foram observadas novas fendas enormes. “A comunidade científica ficou surpreendida pela forma como estes locais gelados são sensíveis ao aquecimento”, afirmou Box. “Primeiro foram as grandes massas de gelo no sul da Gronelândia e agora, mais a norte, descobrimos a diminuição da espessura de gelo. É como tirar a rolha de uma garrafa”, acrescentou o cientista.

fonte: El País


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