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O aquecimento da água é responsável pelo aumento de furacões
| Por Pedro Vacas


Uma pesquisa da Universidade Penn State, dos Estados Unidos, sugere que os furacões são mais frequentes actualmente no Oceano Atlântico do que em qualquer outra época dos últimos mil anos.

No estudo, publicado na revista Nature, os investigadores examinaram camadas de sedimento criadas por furacões que cruzaram a costa na América do Norte e Central.

O registo sugere que a actividade dos furacões actualmente não é comum, mas pode ter sido ainda mais alta há mil anos atrás.

Nos últimos anos, a possível influência da mudança climática do planeta na ocorrência de furacões tem sido um assunto polémico.

O coordenador do estudo, Michael Mann, refere que, apesar de a pesquisa não esclarecer isso, é mais uma peça do quebra-cabeças.

"A ocorrência de furacões tem sido uma questão que tem gerado muita discussão e várias equipas já usaram modelos diferentes, criados por computador, e apresentaram respostas diferentes", disse o cientista à BBC.

Lagoas

Os furacões atingem o continente com ventos de cerca de 300 km/h, suficientemente fortes para recolher areia e terra da costa e levá-los para o continente.

Em locais onde há uma lagoa próxima da praia, isto faz com que as substâncias da praia sejam depositadas na lagoa, onde se forma uma camada no sedimento.

Os investigadores estudaram oito lagoas, sete delas nos Estados Unidos e uma em Porto Rico, todas estão localizadas perto de praias por onde os furacões do Atlântico passam.

A equipa de cientistas acredita que, com o tempo, o número de furacões que passam por estes locais é semelhante ao total de furacões que se formam. Por isso, a análise destas regiões fornece um registo da mudança da frequência com que ocorrem os furacões durante os séculos.

Os níveis actuais da frequência de furacões são iguais ou superiores apenas pelos registados durante uma anomalia ocorrida na Idade Média, também conhecida como Período Medieval Quente, há mil anos.

Água aquecida

Para o estudo também foi utilizado um modelo de computador que permite analisar a formação de furacões nos últimos mil e quinhentos anos.

Este modelo inclui todos os factores que são importantes na formação de furacões, como a temperatura da superfície da água na área tropical do Atlântico e o ciclo dos fenómenos El Niño / La Niña a leste do Oceano Pacífico.

Há mil anos atrás, segundo o investigador, um período extenso do fenómeno La Niña no Pacífico, que ajuda na formação de furacões, coincidiu com um período de águas relativamente quentes no Atlântico.

Actualmente, o elevado número de furacões deve-se simplesmente ao aquecimento das águas no Atlântico, algo que deve aumentar nas próximas décadas.

"Mesmo com os níveis de actividade parecidos (entre mil anos atrás e agora), os factores que levaram a isto são diferentes", disse Mann.

“Então o aquecimento na área tropical do Atlântico deve levar ao aumento dos níveis de actividade de ciclone nesta área", concluiu.

fonte: BBC News


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