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Técnica artesanal de aproveitamento da água
| Por Pedro Vacas


Numa região da Índia, Tamilnadu, os habitantes implementaram antigos sistemas no aquecimento de águas subterrâneas e superficiais que ajudam na luta contra as alterações climáticas.

As iniciativas dessas comunidades rurais, ajudadas por organizações não governamentais, são apoiadas pela filial indiana Oxfam, que promove estas práticas no resto da Índia.

“Há vários exemplos sobre como os sectores pobres do meio rural podem adaptar-se às alterações climáticas”, disse Aditi Kapoor, especialista em justiça económica da organização. Estima-se que as alterações climáticas poderão prejudicar 60% dos agricultores.

Tamilnadu é mais propício para as secas. Ali, os rios fluem somente durante as breves chuvas do inverno.

Mas, actualmente, as alterações climáticas converteram as chuvas indianas em chuvas imprevisíveis e intensas que quando caem causam inundações destrutivas e desastres relacionados.

Agora, está-se a reactualizar um antigo sistema de irrigação, do ano 300 a.c. até 200 d.c., que canalizava estas chuvas de estação, mediante diques e canais, para tanques artesanais.

Historicamente, a água foi armazenada por diferentes sistemas de terra cavada, para usar na agricultura, para beber e para fins domésticos. O solo de Tamilnadu, que tem bastante granito, fornece uma plataforma ideal para o armazenamento, à prova de filtrações.

A fundação Dhan opera em 12 regiões indianas e trabalha com as comunidades locais e o governo para preparar e reutilizar estes antigos sistemas de armazenamento que funcionaram durante séculos para combater as secas e conservar a água.

A Fundação Dhan equipou as aldeias com tanques para que formem uma associação de rega o “Vayalagam”. Quem use ou beneficie da água proveniente do tanque tem que pagar um imposto de acordo com o tamanho da sua terra.

O dinheiro é usado para pagar as reparações dos tanques e dos canais.

Allí Manjamma, de 54 anos, organizou as mulheres em várias associações de rega e junto grupos para recuperação dos tanques. Assim que os tanques comecem a funcionar, “os benefícios darão para todos os que vieram”, afirmou Allí Manjamma.

“O gado tem água, as mulheres cultivam verduras, campos de arroz, cuja produção duplicou, e não havia água suficiente para uma segunda colheita de milho”, assinalou.

Até agora, 400 dos 200 tanques do distrito de Madurai foram reparados e estão novamente a ser utilizados.

Segundo Udaya Chandran, funcionário administrativo de Madurai, a Fundação Dhan está a ajudar a criar um espírito comunitário que pode ser aproveitado por programas do governo.

A milhares de km a norte de Madurai, na agreste paisagem de Bundelkhand, em Uttar Pradesh, aldeias num raio de 80 km tiveram muito êxito com os mesmos sistemas.

Construíram canais de drenagem para ajudar a reter as chuvas e recarregar a água subterrânea.

Nas aldeias de Sunderpura e Tajpura os agricultores podem aproveitar a água subterrânea mediante o uso de tubos que extrairem a água dos poços.

Em Sunderpura, onde os agricultores usam compostagem, elaborada com estrume de estabelecimentos rurais, assim como biopesticidas, agora quase 10 hectares de terra foram regadas pela primeira vez.

O método agrícola utilizado pelos habitantes da aldeia, com compostagem, culturas mistas e sementes locais é tão antigo como os tanques comunitários de Tamilnadu.

fonte: IPS


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