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Eficiência Energética de Edifícios (EEE), o que é?

Compreende-se facilmente o conceito “eficiente” quando é aplicado a um carro; um carro eficiente faz mais quilómetros com menos litros de combustível. Este veículo é, portanto, económico e é neste quesito que, muitas vezes, são baseadas as decisão de compra.

É fácil de compreender para o carro. E para os edifícios?

A base para o conceito de “Eficiência Energética” é a optimização de recursos: como os recursos energéticos são empregues para serem obtidos os melhores resultados. Aplicando o conceito à construção, é a procura pelo melhor comportamento da edificação consumindo menos energia.

A eficiência energética dos edifícios (EEE) pretende, assim, trazer o máximo de conforto aos utilizadores sem despender de grandes quantidades de recursos. Baseia-se na qualidade da construção com uma escolha adequada dos materiais, aproveitamento de fontes de energias renováveis e técnicas passivas de ventilação, dando-se particular atenção às técnicas da arquitectura bioclimática.

Os edifícios consomem inúmeros recursos materiais e tendo sido responsáveis pelo consumo de 30% da energia primária e 62% do consumo de electricidade, em Portugal, no ano de 2005, facilmente se compreende que a implementação efectiva da EEE é capaz de registar grandes resultados.

A necessidade de se diminuir o consumo de energia, parte exactamente do consumo crescente desta matéria. O consumo despreocupado guiava-se pela “inesgotável” fonte de recursos que a natureza representava, assim como pela falta de conhecimento acerca das consequências causadas pela exploração predatória.

O reconhecimento do aquecimento global como sequela, com prejuízos e danos irreversíveis para o meio ambiente e para o próprio homem (com danos já previsíveis e os ainda imprevisíveis), tem sido uma das bandeiras da defesa da necessidade de preservação e ponderação. E, com os dados referidos acerca do consumo energético da construção, é inevitável uma reavaliação da forma como construímos até hoje.

Em termos práticos, é imprescindível uma arquitectura atenta às características locais de insolação/trajectória solar, clima e geografia, tirando o máximo proveito das condições climáticas locais, optando por materiais naturais que sejam locais, procurando beneficiar-se da energia solar.

Em termos de conforto interior, deve dar-se atenção especial às fachadas exteriores com escolhas de materiais e soluções que não permitam perdas ou ganhos de calor, fazendo uso principalmente de técnicas passivas de ventilação e iluminação. Os sistemas activos de aquecimento e arrefecimento, tais como aquecedores e refrigeradores, (principais responsáveis por largas fatias da factura energética e pela emissão de gases poluentes) devem existir apenas como complemento ao conforto interior e não como solução única e principal. Para melhor funcionarem, devem ser bem dimensionados e projectados, para além de ser fundamental o correcto isolamento da estrutura edificada.

Para impulsionar e estimular a EEE, assim como para clarificar os utilizadores, têm sido criados, em Portugal, diferentes decretos-lei e documentos tais como o RCCTE (Regulamento das Características do Comportamento Térmico dos Edifícios) e RSECE (Regulamento dos Sistemas Energéticos e de Climatização em Edifícios) que regulamentam e determinam a melhoria das condições do conforto térmico e da qualidade do ar interior com gastos reduzidos de energia. Através de ferramentas como a certificação energética para habitação, da mesma forma que certificamos um frigorífico, sabe-se exactamente como se comportam os imóveis em que vamos viver.

Este é um aspecto que se deve ter em mente na escolha de uma casa, tal como o saber a que classe energética pertence o frigorífico ou quanto combustível um automóvel consome. Com o aumento da procura de edifícios certificados, impomos ao mercado a obrigação de uma construção eficiente e não um acessório extra que poucos podem adquirir.

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