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construção sustentável

A terapia dos terraços verdes
| Por Pedro Vacas


Um hospital, um jardim de infância e um escritório do governo da capital do México experimentaram, nos últimos dois anos, a instalação de terraços verdes. Com 1,8 milhão de habitantes, a área é a mais densamente povoada do país.

Há oito meses, foi instalado o primeiro telhado verde no Hospital Belisario Dominguez, em Iztapalapa, município metropolitano da capital mexicana. Neste hospital de três andares, há dois terraços verdes: o maior fica no primeiro andar e o mais pequeno no terceiro. O contacto com a área verde, além de ser agradável ao olhar, ajuda na recuperação dos doentes, conforme adiantou a responsável pelo projecto, Tania Muller.

Segundo o director do Hospital, Osvaldo González La Riviere, “os funcionários desfrutam do espaço. No começo, era usado pelos fumadores, mas pudemos controlar isso. Alguns pacientes souberam do terraço e pediram para dar um passeio por ele com a ajuda dos seus familiares”. A instalação exige um conjunto de materiais, para evitar que a água escorra, bem como um produto que impede que as partículas finas do substrato cheguem ao tecto. Finalmente, é colocado no substrato, mistura de materiais vulcânicos, mais leves do que a terra, e matéria orgânica para nutrir as plantas, que são plantadas em seguida. Não é necessário regá-las.

O telhado verde mede mil metros quadrados, um décimo da superfície do Hospital. De solo de cimento passou a área verde com abelhas, borboletas e pássaros, contrastando com o denso tráfego de veículos. Foram plantadas três espécies nativas do Vale do México.

Com a vegetação, a temperatura no terraço mantém-se nos 25 graus, muda o microclima, a humidade é devolvida ao ambiente e são retidos o pó e as partículas suspensas que afectam as vias respiratórias. Além do mais, não é preciso impermeabilizar de novo o tecto antes dos 80 anos. Por isso, a Secretaria da Saúde autorizou que o governo do Distrito Federal coloque terraços verdes nos 28 hospitais da cidade.

Os resultados positivos são evidentes. É o caso do Centro de Desenvolvimento Infantil (Cendi), localizado no centro histórico, que atende 400 filhos de funcionárias do metro da cidade.

Deste jardim de infância surgirão muitos dos modernos programas que mais tarde serão implementados no país. Em meados de 2008, o governo municipal inaugurou neste edifício de dois andares um telhado verde de 1.190 metros quadrados. Desde então, ao completarem dois anos, as crianças sobem para conhecê-lo. Os maiores, entre os três e os seis anos, trabalham numa pequena horta, onde fazem compostagem (adubo orgânico) e cultivam tomate, batata, salsa, maçã e cactos. As crianças relaxam, descontraem e, simultaneamente, aprendem a ecologia. Os terraços verdes possibilitam, assim, uma parte pedagógica importante: a consciencialização para as questões ecológicas e ambientais, desde cedo.

A directora explicou que “estas crianças são filhas de mães com baixo rendimento, 75% delas vivem em apartamentos muito pequenos e, devido à insegurança, não podem ir aos parques”. Ao conhecerem o terraço “emocionaram-se e querem tocar e observar”, contou a professora Rosa Muñoz. Segundo Muller, os terraços verdes são uma “alternativa de desenvolvimento urbano sustentável, sobretudo numa cidade como esta, onde já não há lugar para fazer um parque ao nível do chão”.

Nas cidades da América Latina, a média de áreas verdes é de 3,5 metros quadrados por pessoa, quando a Organização Mundial da Saúde recomenda entre nove e 12 metros quadrados. “Na cidade do México teríamos nove milhões de metros quadrados verdes a mais se colocássemos um metro quadrado verde em cada telhado”, disse Alberto Fabela, responsável pelo terraço da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduvi).

O governo da capital espera que os mais de oito mil metros quadrados de terraços verdes instalados até agora em prédios públicos se convertam num exemplo a ser seguido pelos empresários. Neste momento, o governo está a estudar a possibilidade de exigir às empresas, que solicitem uma autorização de construção, que entre 10% e 20% dos telhados sejam verdes, em troca de benefícios fiscais.

fonte: IPS


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