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Espécies ameaçadas entram no mercado do carbono
| Por Pedro Vacas


Um documento divulgado na Alemanha, elaborado por vários cientistas, de diversos países, defende que as espécies ameaçadas deverão fazer parte do comércio internacional de carbono e dos esforços para combater o aquecimento global.

Duas organizações de cientistas internacionais uniram-se para solicitar aos intervenientes do mercado de carbono que ajudem a salvar espécies ameaçadas. A Associação de Biologia Tropical e Conservação (ATBC) e a Sociedade de Ecologia Tropical (GTO) reunidas, na passada semana, na Alemanha, divulgaram a Declaração de Marbug, que destaca diversos problemas nas actuais medidas na tentativa de combater o aquecimento global e a devastação de florestas tropicais.

Entre os principais pontos do documento estão os esforços para minimizar a redução de emissões de carbono, onde deve ser considerada a conservação da biodiversidade. Este ponto deveria ser considerado prioridade nas negociações da Conferencia das Nações Unidas, sobre mudanças climáticas, que terá lugar em Copenhaga, de 7 a 18 de Dezembro.”Se queremos limitar a ameaça das mudanças climatéricas, devemos reduzir a destruição das florestas tropicais, processo que resulta na emissão de cerca de 5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano para a atmosfera”, refere Lúcia Lohmann, professora do departamento de Botânica da Universidade de S. Paulo e conselheira da ATBC. “ Reduzir as emissões não é suficiente. Precisamos de salvar as espécies em perigo.”

O problema, segundo os cientistas, é que os mercados internacionais de carbono tendem para apoiar esforços de preservação em áreas em que a terra tem um baixo custo – estima-se que o mercado de carbono, a partir de acordos realizados em Copenhaga alcance valores de bilhões de euros anuais. “As espécies que estão mais em risco não estão apenas na Amazónia. Estão também nos últimos remanescentes de florestas em áreas nas Filipinas, Madagáscar, no oeste africano e nos Andes. Regiões que são hotspots da biodiversidade, refúgios para milhares de espécies de plantas e de animais ameaçados”, disse William Laurance, professor da Universidade James Cook, na Austrália e ex-presidente da ATBC.

As duas organização sugerem que a análise de custo-benefício seja urgentemente conduzida para ajudar a desenvolver estratégias adequadas, para maximizar os benefícios da redução das emissões do desflorestamento e da conservação da biodiversidade.

A Declaração de Marbug pede que associações não governamentais promovam estratégias, para aumentar a competitividade dos créditos de carbono dessas florestas e ecossistemas mais ameaçados. ”Há um potencial enorme para ajudar a proteger as florestas ameaçadas com dinheiro do carbono. Mas, se não formos cuidadosos, podemos desperdiçar a oportunidade de salvar espécies em risco”, referiu Laurance.

”Conclamamos todas as nações e corporações a investir em fundos de carbono para ajudar a preservar as florestas que estão a desaparecer. Assim, será necessário gastar um pouco mais, de modo a proteger os habitats mais ameaçados. Com isso, poderemos diminuir o aquecimento global e ao mesmo tempo estaremos a salvar algumas das mais incríveis e, infelizmente, espécies ameaçadas na Terra”, referiu Lúcia, que também é associada da Diversitas dos jardins botânicos do Missouri e de Nova Iorque e coordenadora de três projectos de Auxílio a Pesquisa.

fonte: Fapesp


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