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Energias Renováveis ambientalmente sustentáveis
| Por Pedro Vacas


BirdLife International lança hoje, em Bruxelas, um relatório muito completo que demonstra como a Europa pode atingir as metas para energias renováveis de forma compatível com a conservação das aves e dos seus habitats.

A energia proveniente do sol, vento, oceanos e florestas pode ser aproveitada sem prejuízo para as aves e restante vida selvagem, desde que os governos europeus estejam à altura do desafio proposto pela BirdLife e pelos representantes dos 15 países envolvidos na produção do relatório, onde se inclui Portugal através da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves. Uma vez mais, a BirdLife junta a sua voz ao apelo de uma revolução no sector renovável para o combate às alterações climáticas.

A maior parte das tecnologias em energia renovável não prejudica as aves, desde que sejam evitados os sítios mais sensíveis e de maior risco para as espécies ameaçadas. O relatório conclui que 4/5 dos investimentos para 2020 serão feitos em tecnologias com riscos de conservação baixos (ou aceitáveis), como são o caso da energia solar e eólica. Já os biocombustíveis líquidos ou a construção de novas barragens para aproveitamento hidroeléctrico apresentam elevados riscos para a biodiversidade, com a agravante dos seus contributos serem residuais no que diz respeito à redução das emissões de carbono. Para uma redução mais eficiente das emissões de carbono, os Estados-membros devem apostar numa revolução renovável verdadeiramente ecológica.

A União Europeia deve apostar numa Europa com baixo consumo de carbono e num futuro forte em renováveis em harmonia com a natureza. Deve assegurar que os governos nacionais se empenhem na eficiência energética, assim como no investimento em energias renováveis. Para isso, devem ser criadas metas ambiciosas e obrigatórias para 2030, de modo a dar confiança aos investidores do sector. Mais ainda há a fazer, para assegurar que a legislação que protege a vida selvagem seja aplicada correctamente em todos os países da UE. Também os fundos europeus para investigação e desenvolvimento tecnológico necessitam de um acréscimo considerável e direccionados para tecnologias que sejam, não só de baixo carbono, mas também seguras para a natureza.

Luís Costa, Director Executivo da SPEA refere que “as alterações climáticas são uma grave ameaça para a vida selvagem, sendo por isso urgente reduzir as emissões de carbono. Está provado que os biocombustíveis e as grandes barragens apresentam resultados desastrosos na redução das emissões, ao contrário da energia derivada do vento, das ondas e dos oceanos. Estas fontes são essenciais para reduzir as emissões de carbono, mas não devem pôr em risco as aves, morcegos e outra vida selvagem. Para isso tem que existir uma aplicação exemplar dos instrumentos de planeamento”.

Portugal tem investido muito na energia eólica, mas nem sempre nos locais adequados. Existem parque eólicos localizados na Rede Natura 2000, que têm impactos inaceitáveis na biodiversidade. Portugal deve continuar a expandir a produção de energia eólica, mas tem urgentemente de fazer uma Avaliação Ambiental Estratégica para o sector. “É muito importante que os consumidores tenham a certeza de que energia que entra na sua casa é realmente limpa e não é responsável pela morte desnecessária de aves e outros animais selvagens” conclui Luís Costa. A SPEA, no âmbito do projecto FAME - Future of the Atlantic Marine Environment, irá no próximo ano propor recomendações e estratégias de implementação de energias renováveis em meio marinho offshore, não só para Portugal, mas para todos os países parceiros do projecto (Reino Unido, Irlanda, França e Espanha).

Fonte: SPEA


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