V Cimeira dos Líderes da América do Norte inconclusiva
| Por Pedro Vacas

A organização ecologista Greenpeace lamentou, ontem, no final da V Cimeira dos Líderes da América do Norte (Canadá, E.U. e México), o facto dos países não terem anunciado “compromissos concretos e a curto prazo” para apoio às energias renováveis e para combate às alterações climáticas.
“Apesar de ter sido uma das prioridades na agenda da reunião, não foi dito nada em concreto. Os três países são responsáveis por ¼ das emissões de CO2 do todo o mundo e a forma de compensá-lo seria comprometerem-se com um acordo para protecção do ambiente”, afirmou Virginie Lambert-Ferry, da Greenpeace Canadá.
Num comunicado, a ONG assinala que devido à falta de compromisso do presidente dos E.U, Barack Obama, do primeiro ministro do Canadá, Stephen Harper, e do mandatário mexicano, Felipe Calderón, afitrião do encontro, não foram criadas bases para uma alteração energética na América do Norte.
Segundo a Greenpeace, apesar dos três países serem os responsáveis por 26% das emissões de gases efeito estufa, os temas abordados na Cimeira "não passaram de boas intenções".
“As energias alternativas e o combate às alterações climáticas são duas faces de uma mesma moeda. Só incentivando as energias renováveis de uma forma equilibrada e justa e adoptando compromissos para a redução das emissões (...) a América do Norte passará de um destruidor do ambiente para um líder mundial”, disse María José Cárdenas, coordenadora de clima e energia da Greenpeace Mexicana.
A ONG recorda que no final da reunião não foi feita nenhuma referência, por parte de nenhum dos três países, aos compromissos em contrariar a dependência dos combustíveis fósseis. Muito menos foi estabelecido como será feita a alteração da tecnologia e o financiamento público necessário para promover uma política energeticamente sustentável.
A organização ecologista considera ainda que na Cimeira “nenhum dos três responsáveis deixou claro quais serão as acções conjuntas nos próximos seis anos”, um período “ que os cientistas consideram crucial para evitar uma alteração climática fora do controlo”.
Estudos citados pela Greenpeace referem que “quase 40% da electricidade gerada por estes países, poderia ser gerada a partir de energias renováveis até 2020”.
Segundo esta mesma organização, para alem das grandes emissões de CO2, a América do Norte é a região mundial que mais energia consome.
fonte: informador















