Andorinhas-do-mar-inca nascem no Oceanário de Lisboa

O Oceanário de Lisboa conseguiu, pela primeira vez, obter sucesso na reprodução das andorinhas-do-mar-inca (Larosterna inca). Foi no início de Julho que o Oceanário registou o nascimento de dois pintos. O desen-volvimento dos pintos foi acompanhado, desde o nascimento, pela equipa da Biologia mas não se verificou qualquer necessidade de intervenção no processo.
A reprodução em cativeiro é um bom indicador do bem-estar dos animais e das condições ambientais recriadas na exposição. Várias espécies já se reproduziram no Oceanário. Entre elas destacam-se as lontras-marinhas, os pinguins-de magalhães, chocos e algumas espécies de medusas, cavalos-marinhos, corais, tubarões e raias, o que é sempre motivo de orgulho e satisfação.
Os juvenis já podem ser observados pelos visitantes a esvoaçar no habitat do Antártico. Distinguem-se facilmente dos adultos, pelo bico e patas escuros, que mais tarde adquirem a tonalidade vermelha à semelhança dos seus progenitores.
Os exemplares de andorinha-do-mar-inca chegaram ao Oceanário em 1999, oriundos do zoo de Oregon, nos E.U.A. Trata-se de uma espécie com estatuto de conservação “Quase ameaçado” segundo a União Inter-nacional para a Conservação da Natureza.
A andorinha-do-mar-inca atinge 40 cm de comprimento, tem penas brancas curvadas, em forma de bigode e não apresentam dimorfismo sexual, isto é, machos e fêmeas não se distinguem pela aparência. São aves migradoras endémicas de costas influenciadas pela Corrente do Peru, viajando normalmente em grandes bandos.
fonte: Oceanário de Lisboa


















