Peixe gigante é registado pela 1ª vez a 1.500 m de profundidade

Cientistas americanos conseguiram filmar o raríssimo peixe-remo, que pode atingir 17 metros de comprimento, no golfo do México. Essa pode ser a primeira filmagem já feita do Regalecus glesne no seu habitat.
O grupo de investigadores utilizou veículos não tripulados emprestados por empresas petrolíferas para encontrar esse peixe, que normalmente só é visto na superfície do mar quando está próximo da morte.
"Nós vimos essa coisa vertical, clara e brilhante. Aproximamos um pouco a imagem e dissemos 'isso é um peixe!'", disse o coordenador da investigação Mark Benfield em entrevista ao repórter da BBC Jody Bourton.
O investigador da Universidade da Louisiana comentou que, a princípio, julgou que a câmara estivesse a filmar um encanamento para extracção de petróleo.
Para ele, essa deve ter sido uma filmagem inédita do peixe-remo nadando no seu habitat natural, pois um registo colhido no Oeste da África em 2007 não conseguiu confirmar se o peixe era mesmo o Regalecus glesne.
O peixe é tido como o mais longo peixe vertebrado de que se tem notícia.
Com o veículo operado por controle remoto, os cientistas puderam seguir o peixe-remo por cinco minutos, até que o perderam de vista.
As estimativas iniciais são de que o exemplar media de 5 a 10 metros.
Parceria
O registo do Regalecus glesne só foi possível graças ao Projecto Serpente, uma parceria entre investigadores de todo o mundo e empresas petrolíferas, incluindo a Petrobras.
As companhias permitem que cientistas utilizem a sua tecnologia avançada para pesquisas em águas profundas.
"Isso proporciona uma oportunidade maravilhosa para aprendermos mais sobre vida nas profundezas do Golfo do México. Termos encontrado o peixe-remo durante nossa exploração foi um bónus fantástico", disse Benfield à BBC.
"É tudo muito empolgante. A minha visão para o Projecto Serpente no Golfo do México é estabelecer um grande sistema de observação das profundezas do golfo, usando centenas de veículos não-tripulados", disse o investigador.
fonte: Folha Online


















