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Carpinteiros reutilizam restos de madeira
| Por Pedro Vacas


Gilberto Fernandes é um carpinteiro brasileiro, da Baía, que, desde 1982, mora na cidade de Rondon do Pará, no sudeste do Estado da Amazónia. Com o passar dos anos, conseguir madeira para fazer os seus móveis, tornou-se difícil e dispendioso.

O Carpinteiro teve de pensar numa alternativa para o seu trabalho.

Fernandes descobriu que um grande fabricante de utensílios domésticos comprava muita madeira de qualidade na região para fazer cabos de talheres. Mas, se houvesse qualquer imperfeição na peça, a madeira já não era aproveitada, sendo deixada na mata ou era destinada ao carvão.

Conseguiu aliar o seu trabalho à preservação da mata amazónica, usando os restos de madeira, que iriam transformar-se em carvão, para fazer móveis.

Se todos pensassem como Gilberto Fernandes teríamos muito menos árvores no chão e o trabalho dos carpinteiros estaria garantido na mesma. Através desta prática, faz-se um aproveitamento sustentável da madeira, sem que Gilberto deixe de ganhar o seu sustento. Por outro lado, fabricam-se produtos rústicos ímpares.

Na semana passada, de acordo com a BBC Brasil, Fernandes expôs as suas peças na Exposição Agropecuária de Rondon do Pará. "Quem mais gosta disso é o pessoal de fora, que vem aqui ao Pará, disse.

O empresário de móveis Gedeon Rodrigues também reclama que, na própria cidade, as pessoas não têm tanto interesse pelos móveis rústicos."O pessoal de outras regiões que vem aqui se encanta com esses móveis, mas quem é daqui não liga tanto. As pessoas na nossa região estão acostumadas a ver essa matéria-prima só como lixo, como algo para virar carvão", diz à BBC Brasil.

O empresário reclama ainda dificuldades para conseguir licença ambiental para sua actividade, pois ainda o impedem de mandar as peças para fora do Estado. "Isso é um negócio novo e, mesmo sendo madeira de reaproveitamento, precisamos de várias certificações para poder transportar. Mas agora isso passou para o âmbito da prefeitura, acho que em mais seis meses consigo resolver isso", diz.

A situação de Gilberto Fernandes é mais complicada: a sua carpintaria “de fundo de quintal” nem é registada formalmente como uma empresa. "Se alguém quer comprar um móvel desses para levar para São Paulo, mas precisar de nota, eu não tenho como vender. Também não tenho como aceitar cartão de crédito, pegar financiamento, nem nada", lamenta.

O Carpinteiro tem contactado com o Serviço de Apoio à Pequena e Média Empresa (Sebrae) para formalizar a sua situação empresarial. Não deixa de ser louvável a iniciativa e a forma como conseguiu dar uma alternativa sustentável à sua actividade profissional.

fonte: pelanatureza.pt


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