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Lixo nos oceanos
| Por Pedro Vacas


O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) publicou um comunicado que alerta pela primeira vez para o “problema global crescente do lixo marinho”. Os plásticos, sobretudo os sacos e as garrafas são os principais resíduos encontrados no fundo dos oceanos de todo o mundo (mais de 80% do total).

Este é um problema preocupante pois estima-se que o plástico demorará 50 anos a degradar-se.

O comunicado destaca, também, que as beatas do tabaco, em especial os filtros e os maços de tabaco, no Mediterrâneo e nas zonas equatoriais, correspondem a 40% e 50% do lixo marinho, respectivamente.

Mais de 80% do lixo dos oceanos são sacos e garrafas de plástico.

Devido à falta de estudo e por boa parte dos resíduos não serem detectados, é impossível quantificar exactamente o lixo do fundo dos oceanos. A Greenpeace estima que 10% da produção mundial de plástico é depositada nos oceanos. A PNUMA calcula que a produção global é de 225 milhões de toneladas, por ano. Enquanto que a origem dos restantes resíduos derivam 20% do tráfego marítimo e 80% de terra firme.

O aumento da actividade pesqueira e industrial e a falta de sistemas de tratamento de resíduos converteram o Oceano Índico, os mares do sul da Ásia e o sul do Mar Negro, entre outros em enormes depósitos de lixo flutuantes.

As águas do Pacífico, frente ao arquipélago do Havai, transformaram-se num depósito flutuante com tamanho da Europa. A corrente giratória do oceano transporta o lixo desde o Canadá, E.U., Japão e China para esta zona. Descoberta em 1997 por Charles Moore, não é uma mancha compacta ou uma ilha flutuante como foi referido por alguns meios. Segundo Charles Moore, são resíduos dispersos de diferentes tamanhos, desde pequenos destroços de plástico até televisores e frigoríficos, que giram na corrente oceânica.

O Mediterrâneo é outro dos pontos negros denunciados pelos cientistas e ecologistas. Com vários anos de pesquisas, Stefano Alianim investigador do Instituto de Ciências Marinhas do Conselho de Investigação Nacional de Itália (CNR), afirma que já encontrou neste oceano resíduos flutuante incluindo portas e camas.

Um estudo realizado em 1994 na costa espanhola, francesa e italiana contabilizava no fundo do oceano 1.935 unidades por quilómetro quadrado, a maior parte eram sacos de plástico. Não é estranho quando a Espanha é o maior produtor europeu destes sacos: cerca de 16.000 milhões por ano.

fonte: PNUMA


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