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Plástico recuperado é transformado em papel
| Por Pedro Vacas


Nos próximos meses irá surgir, no Brasil, uma novo papel com o objectivo de minimizar o impacto ambiental causado pelo plástico. Na etapa final dos testes, um papel sintético obtido de plástico reciclado chegará ao mercado convertido em fitas adesivas, papel de impressão e rótulos.

Resultado de uma parceria, o produto prova que a união de forças entre cientistas e empresários pode trazer grandes benefícios na obtenção de soluções sustentáveis. Apesar de vários anos em estudo, o projecto só começou a fortalecer-se nos últimos três. Em Abril de 2007, foi registada a patente em nome dos parceiros: Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (DEMa/UFSCar); Vitopel; Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A coordenadora do projecto e docente do DEMa, Sati Manrich, explica que para aproveitar os resíduos urbanos, foram desenvolvidos vários processos. Os desperdícios do plástico, depois de limpos e moídos, recebem aditivos de modo a obterem propriedades ópticas (brilho, brancura, dispersão e absorção de luz) e resistência mecânica ao rasgar, à tracção e às dobras.

De acordo com a mentora da pesquisa, a ideia surgiu com o objectivo de encontrar alternativas para minimizar o impacto ambiental causado pelo material plástico. O consumo deste produto evitará o abate de árvores e economizará um grande volume de água, necessário ao ciclo produtivo do papel celulósico.

Como principais características, comparado ao papel de celulose, a cientista realça a maior durabilidade, resistência à humidade e melhor aspecto visual.

A empresa Vitopel tem capacidade instalada para produzir um total de 50 mil toneladas anuais deste produto. Numa primeira etapa, seriam convertidas somente 10 mil toneladas.

De acordo com a procura do mercado e desde que a empresa tenha condições de pôr em prática um sistema de recolha contínua, fundamental para manter constante a produção, esse volume pode facilmente ser elevado para 50 mil toneladas anuais. Da sua própria fábrica, a Vitopel poderá reabsorver 250 toneladas mensais de resíduos.

O presidente da Vitopel realça o facto de o produto ter despertado interesse internacional. “Se não estiver ao nosso alcance a exportação, os três parceiros – Vitopel, UFSCar e Fapesp – poderão vir a licenciar a tecnologia”, declarou Roriz.

fonte: Recicláveis


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