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Portugal ganha mais 16 centrais que reaproveitam lixo na geração de energia


Portugal terá mais 16 centrais de produção de electricidade a partir do lixo, segundo o Ministério do Ambiente português.

Os novos empreendimentos entrarão em funcionamento nos próximos dois anos e serão somados aos nove já existentes, factor que deverá assegurar uma produção energética superior a 140 mil megawtts (Mw) por ano.

Em 2009, esta fonte de energia renovável evitou em Portugal a importação de 207 mil barris de petróleo e poupou a emissão de 268 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2).

Das 16 novas centrais, nove irão produzir electricidade através de biogás de aterro, enquanto as sete restantes concentrarão-se na valorização orgânica dos resíduos.

O governo estima que a produção de energia a partir dos lixos suprirá as necessidades de 3% do sector doméstico, ou seja, 168 mil famílias, evitando a importação anual de 311 mil barris de petróleo. A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, afirmou que o país está "muito voltado" para estes projectos, que têm a dupla vertente de conciliar a gestão ambiental e a criação de alternativas energéticas.

"Se tratássemos os resíduos da forma tradicional, só em aterro, resolveríamos uma parte do problema. Assim, o biogás que resulta da degradação dos resíduos é aproveitado e esta é a aposta certa, seguida nos países com políticas consistentes em matéria de ambiente", destacou a ministra.

Para o representante da Associação Nacional de Conservação da Natureza (Quercus), Rui Berkemeier, Portugal será um dos países europeus "com maior adesão a este tipo de alternativa", uma vez concluídos os projectos. Ele acrescentou que ficará instalada uma capacidade de tratamento mecânico e biológico para cerca de 1,5 milhão de toneladas de lixo. "Como o país produz à volta de cinco milhões de toneladas, ainda há uma margem bastante grande para se instalarem mais unidades".

Rui Berkemeier explicou que, em regiões como o Oeste, Gaia ou Santa Maria da Feira, as unidades projectadas são "muito pequenas", sendo necessários novos investimentos em Lisboa e Porto para "compensar" o período de desligamento dos respectivos incineradores. "A produção de biogás é só uma das vantagens deste sistema, que permite ainda recuperar grandes quantidades de materiais recicláveis, sobretudo plástico, e produzir um composto de qualidade média para a agricultura", concluiu.

fonte: ED


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