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saúde e bem estar

Bisfenol A, leva a mudanças de embalagens na indústria
| Por Pedro Vacas


Bisfenol A, químico associado a doenças como diabetes, cancro da mama e da próstata, leva a indústria alimentar a introduzir novas embalagens.

Mesmo quando certos alimentos enlatados alegam não ter bisfenol A (BPA), eles ainda podem conter o químico. O BPA, que é encontrado em certos plásticos de policarbonato como garrafas de água e também como revestimento interno de latas, migra da embalagem para os alimentos. O grupo de defesa ao consumidor “Consumer Reports” testou 19 tipos de enlatados em 2009 e quase todos continham bisfenol A, mesmo aqueles que alegavam ser “BPA free” e orgânicos.

Preocupação válida – O BPA age como um interferente endócrino, ou seja, ele pode interferir nas funções hormonais e causar sérios impactos na saúde de animais de laboratório. Durante a gravidez, altas doses de BPA consumidas por ratos de laboratório reduziram a sobrevivência e o peso dos filhotes. Em doses menores, de acordo com um relatório escrito pelo Programa Federal de Toxicologia dos Estados Unidos, o BPA impacta o desenvolvimento neurológico e o comportamento e também causa lesões potencialmente cancerígenas na próstata e no tecido mamário. O Canadá declarou em outubro de 2010 o BPA uma substância tóxica.

Frederick S. vom Saal, professor da Universidade de Missouri e um importante endocrinologista e investigador de BPA, diz: “Uma das coisas que a indústria química está a fazer é dizer que o BPA é um harmónio fraco. Isso é o mesmo que dizer que Arnold Schwarzenegger é um fracote se comparado ao Super homem.”

A pesquisa nacional mais recente que avalia a saúde e nutrição nos Estados Unidos revelou que 93% dos americanos que participaram dos testes apresentam o bisfenol na sua corrente sanguínea. No Japão, onde o bisfenol A foi voluntariamente retirado de enlatados, os níveis de bisfenol A caíram pela metade na população. “O BPA em embalagens alimentícias é claramente uma grande fonte de exposição aos seres humanos”, explica vom Saal.

Dr. Richard W. Stahl-hut, autor de uma pesquisa sobre BPA feita em 2009, diz que o químico não sai do corpo tão rápido quando se pensa. “A história oficial é que o BPA é eliminado do corpo dentro de 24 horas, mas nem sempre esse é o caso”.
Mudanças na embalagem de alimentos – A indústria alimentar americana está a responder às crescentes preocupação com o BPA da seguinte forma:

• Eden Foods: começou a utilizar latas BPA-free em produtos com feijão em 1999 e esse ano passará a vender molho de tomate em jarras de vidro. “Estamos a colocar um terço dos nossos tomates orgânicos em jarras de vidro, ”disse Michael Potter, presidente e fundador da empresa. A maioria dos produtos da marca Eden é vendida em supermercados naturais e a empresa vende em torno de $ 50 milhões por ano. Uma indústria que produz embalagens para a Eden, em Ontário, no Canadá, investiu cerca de 1 milhão de dólares numa nova linha de embalagens de vidro.

• Vital Choice: a empresa vende frutos do mar e suplementos pela internet e descobriu rapidamente a dificuldade em manter os seus produtos BPA-free. Quando o BPA foi achado no seu atum enlatado, a empresa concluiu que a revista do grupo tinha testado versões antigas do enlatado. No entando, depois de investigar por 3 anos onde os peixes eram processados e conversar com químicos, Vital Choice ainda não tinha sido capaz de identificar a fonte de BPA. Os rótulos dos produtos agora apresentam a seguinte explicação: “Os nossos produtos enlatados são embalados por fornecedores que certificam que as embalagens são BPA-free”.

• Whole Foods: a maior cadeia de supermercados orgânicos, dos Estados Unidos, embala 27% de seus produtos enlatados em latas sem BPA, disse Joe Dickson, coordenador do padrão de qualidade da empresa. “Conversamos com os nossos maiores fornecedores e estamos a trabalhar em parceria para identificar materiais alternativos. A minha esperança é que ao trabalharmos juntos as nossas vozes serão mais fortes e os produtores de alimentos enlatados prestarão mais atenção”.

• General Mills: sexta maior empresa alimentícia do mundo, alterou as latas de algumas linhas que trabalham com tomate. Essas latas não possuem bisfenol A. A empresa não informa o total de vendas por produto, mas a divisão Small Planets Foods Division que inclui a linha sem bisfenol A gerou em torno de $ 200 milhões de vendas no ano passado. Essa linha é vendida em supermercados naturais e também tradicionais.

• ConAgra: uma das maiores empresas alimentícias dos Estados Unidos, começou a vender a sua linha de tomates enlatados Hunt em latas sem BPA. Uma porta voz da empresa disse que a empresa está atualmente a testar novos revestimentos para outros produtos. Eles vendem em torno de $ 1.9 bilhões de enlatados por ano.

Fonte: Ecoagencia


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