Café e chá protegem contra problemas cardíacos, diz estudo
| Por Pedro Vacas

Tomar várias chavenas de café ou chá por dia pode proteger o consumidor de doenças cardíacas, segundo um estudo holandês realizado durante 13 anos.
As pessoas que tomavam mais de seis chavenas de chá por dia reduziram o risco de doenças do coração num terço, segundo a investigação, que envolveu 40 mil pessoas.
O consumo de dois a quatro cafés por dia também estaria ligado a um risco menor.
Enquanto o efeito protector cessava com mais de quatro chávenas de café por dia, até aqueles que bebiam esta quantidade não apresentavam riscos maiores de morrer por nenhuma causa, incluindo derrame e cancro, do que aqueles que não bebiam nada.
Os holandeses costumam tomar café com uma pequena quantidade de leite e chá sem leite. Houve descobertas conflituantes sobre a influência do leite nos polifenóis, considerados a substância mais benéfica encontrada no chá.
O café tem propriedades que poderiam em teoria aumentar e reduzir os riscos simultaneamente – potencialmente aumentar o colesterol ao mesmo tempo em que combate o prejuízo inflamatório associado à doença cardíaca.
Porém, o estudo, publicado no “Journal of the American Heart Association” concluiu que os que tomavam entre dois e quatro chavenas por dia diminuíam os riscos da doença em 20%.
“É basicamente uma história de boas notícias para aqueles que gostam de chá e café. Estas bebidas parecem oferecer benefícios para o coração sem aumentar o risco de morte de alguma outra causa”, afirmou Yvonne van der Schouw, que liderou a investigação.
Ellen Mason, da British Heart Foundation, disse que o estudo reforça os indícios de que tomar chá e café em moderação não é prejudicial à maioria das pessoas e pode até reduzir o risco de desenvolver, ou morrer, de doenças cardíacas.
“Porém, é bom lembrar que levar uma vida saudável é o que realmente importa quando se quer deixar o coração em boas condições. Fumar um cigarro com o seu café cancelaria completamente qualquer benefício, e tomar muito chá em frente à televisão durante horas sem fim sem se exercitar provavelmente não protegeria muito o seu coração”, afirmou Mason.
fonte: G1















