Doenças cardiovasculares matam 22 000 mulheres por ano
| Por Pedro Vacas

Doenças cardiovasculares estão a aumentar entre as mulheres portuguesas, registando-se já nove vezes mais mortes por estas doenças comparativamente ao número de mortes por cancro da mama. Anualmente, e segundo dados da Fundação Portuguesa de Cardiologia, morrem mais de 22 000 mulheres devido a doenças cardiovasculares, um número superior em mais de 4000 mortes àquele que é registado nos homens.
A actualização de 2011 das guidelines da American Heart Association (AHA) para prevenção cardiovascular nas mulheres revê a categorização do risco de doença cardiovascular na população feminina.
Com esta actualização, publicada recentemente no jornal científico Circulation, as mulheres passam a estar classificadas em três grupos: elevado risco de doença cardiovascular, em risco e saúde cardiovascular ideal. O grupo em elevado risco – que já incluía mulheres com doença cardiovascular estabelecida, doença renal crónica ou diabetes, entre outros factores de risco, passa agora a englobar também as mulheres com complicações na gravidez, tais como pré-eclâmpsia (tensão arterial elevada e retenção de líquidos), diabetes gestacional e hipertensão induzida pela gravidez.
Consultar o médico de família para avaliar o risco cardíaco global e rapidamente iniciar as estratégias de prevenção mais apropriadas é a recomendação da Idade das Artérias, uma campanha nacional promovida pela Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA), Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral (APMCG) e AstraZeneca que visa alertar para a aterosclerose e doenças cardiovasculares. Nas acções desta campanha, é possível, através de um equipamento específico, medir a idade real das artérias, entre outros parâmetros importantes, para determinar o risco cardiovascular.
Fonte: Selecçoes
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