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saúde e bem estar

Lagoa de Santo André: Abertura Artificial da Barra de Maré
| Por Pedro Vacas


Como é tradição, a Lagoa de Santo André, situada na Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha, vai ser aberta ao mar.

Esta intervenção está prevista para a tarde de hoje, sexta-feira dia 18 de Março e é promovida pelo ICNB/Departamento de Gestão de Áreas Classificadas Zonas Húmidas, no âmbito dos objectivos de conservação da natureza para que foi criada aquela Reserva Natural.

A abertura ao mar promove a renovação das águas da Lagoa e a exportação de matéria orgânica e nutrientes para a faixa costeira adjacente, diminuindo a velocidade dos processos de assoreamento e eutrofização (crescimento excessivo de plantas e algas) e também os riscos de anóxia (carência de oxigénio).

Esta acção resulta ainda na entrada de sedimentos arenosos e organismos (peixes e invertebrados) de origem marinha, que garantem a continuidade da actividade piscatória na Lagoa e a utilização balnear das águas junto à margem norte da Lagoa, na época estival.

O objectivo principal desta abertura ao mar é a manutenção deste habitat, que é prioritário (1150:lagunas) bem como manter as áreas de caniçais e juncais intradunares (habitat prioritário 2195).

É também uma das acções de gestão de habitats prevista no Plano de Ordenamento da Reserva Natural.

Contudo, a abertura da lagoa tem também algumas consequências negativas para o ecossistema, especialmente a diminuição súbita do plano de água disponível, que compromete o sucesso reprodutor de várias espécies, em especial da avifauna.

Como medida de minimização dos impactes desta abertura, foi restaurado um sistemas de cômoros e comportas, existente na zona da Estação Ornitológica Nacional do Monte do Outeirão, que permitiu a retenção de uma parte significativa da água acumulada e também daquela que emerge de “olheiros”, ou seja, de origem subterrânea. Esta intervenção, juntamente com as restrições do acesso àquela área, levou a um aumento muito significativo do número de indivíduos e de espécies, com destaque para a garça-vermelha, a garça-branca-grande, o abetouro, a
garça-nocturna e o camão, entre outras.

Fonte: ICNB


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fr
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Veja uma coisa...a lagoa está adaptada a esse ciclo anual e echimento e vazante..é algo que sempre houve e mesmo sem intrevenção humana aconteceria naturalmente!
Depois...o recurso a manilhas seria esteticamente aberrante...

Toda a pesca na lagoa subsiste, e os animais que vivem na lagoa vivem lá devido ao ciclo de abertura e fecho...é algo inerente ao local..porquê andar a mexer nas coisas que a natureza criou e que funcionam tão bem ?

Criar um canal artificial seria a ruina da pesca, significaria o assoreamento acelarado da lagoa e destruiria todo o patrimonio cultural que lá há..desculpe, mas não poderia estar mais em desacordo consigo, senhor José.

Há que ser feito um esforço para voltar a dar á lagoa aquilo que ela tinha há 20, 30 anos atras...não só a nivel da natureza como das tradições...há que fazer um esforço para cativar as pessoas a voltarem para a lagoa e para preservar toda a região.
12/05/2011 - 13:44:41
Nome:
Fr
Comentário:
Isso seria destruir um ecossistema adaptado a um ciclo como este!
O ecossistema da lagoa está adaptado a este tipo de variação sasonal e necessita dele...manter a lagoa artificialmente aberta, quer com um molhe quer com manilhas seria o arrasar de todo o equilibrio ecologico que a lagoa actualmente tem!
Pergunte a um qualquer pescador que ele dirá o mesmo...por outras palavras é claro...mas qualquer pessoa que conheça bem a zona sabe como é que as coisas funcionam...
09/05/2011 - 18:51:14
Nome:
José Jacinto Pereira
Comentário:
Exmos Senhores,
considero pertinente e completa a v. informação sobre a abertura da lagôa.
Queria, no entanto introduzir uma questão que já foi com certeza falada por alguém.
Em vez de ciclicamente a lagoa encher e vasar, (1 x ano, normalmente), não seria tempo de pensar num projecto bem elaborado, a fim de manter a lagôa continuamente ligada ao mar, por exemplo através de manilhas?
É que a renovação de vida aquática de que falam seria contínua, como do mesmo modo a oxigenação da água. Concordarão que a fauna marinha benefiava também com o projecto. As marés vivas seria aparentemente o único problema, mas o afastamento das populações que habitavam junto às margens já foi feito.
Obrigado
Jacinto Pereira
18/03/2011 - 19:59:15

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