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saúde e bem estar

Mundo: Mais de 1 bilião de pessoas passam fome no mundo
| Por Pedro Vacas


Um estudo do International Food Policy Research Institute (IFPRI) divulgado na segunda-feira (11) indica que pelo menos um bilião de pessoas (cerca de um sétimo da população mundial) sofrem de desnutrição no planeta.

Na América Latina, a situação é considerada “séria” na Bolívia, Guatemala e no Haiti.

A investigação, intitulada Índice Global da Fome 2010, mostra que a fome revela-se principalmente por meio da desnutrição infantil – quase metade dos afectados são crianças. Os níveis mais altos encontram-se em África Subsaariana e no sul da Ásia.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Segurança Alimentar (FAO), um ser humano passa fome quando consome menos de 1.800 calorias por dia, o mínimo para levar uma vida saudável e produtiva.

Os dados do estudo apontam que o número de desnutridos voltou a crescer, após cair entre 1990 e 2006. A explicação é a crise económica e o aumento nos preços globais dos alimentos.

O IFPRI considera a situação “extremamente alarmante” em três países, todos africanos (Chade, Eritreia e República Democrática do Congo). Outros 26 países vivem situação “alarmante”.

No continente americano, a Bolívia, a Guatemala e o Haiti têm os piores índices em relação à falta de alimentos.

O documento classifica de “moderada” a fome no resto da América Central, com a excepção da Costa Rica. Também é “moderada” a situação na maioria da América do Sul – já no Brasil, Uruguai, Argentina e Chile há níveis baixos de desnutrição, segundo o informe.

Os investigadores classificam o Brasil como um “caso de sucesso” na questão da fome. Segundo o estudo, entre 1974 e 1975, 37% das crianças brasileiras eram subnutridas. O índice caiu para 7% entre 2006 e 2007, melhora atribuída aos aumentos nos investimentos em programas de nutrição, saúde e educação ocorridos desde o fim dos anos 70.

Fome em crescimento – Apesar do avanço em países como Brasil e China, o estudo mostra que a fome cresceu em nove países (oito deles na África Subsaariana e a Coreia do Norte).

O país com o pior desempenho é a República Democrática do Congo, onde o índice cresceu 65%. Em Burundi e em Madagáscar, metade das crianças têm problemas no seu desenvolvimento físico por falta de uma dieta adequada.

Segundo o documento, é possível reduzir a desnutrição infantil para um terço da actual, melhorando os cuidados na saúde e na dieta não só das crianças como também das mães grávidas e na fase de amamentação.

fonte: G1


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