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saúde e bem estar

Paul McCartney faz campanha por dieta sem carne
| Por Pedro Vacas


No Reino Unido, um grupo de famosos, encabeçados por Paul McCartney, iniciou uma campanha com o tema "segunda-feira sem carne". O objectivo: tornarmo-nos vegetarianos um dia por semana para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Segundo o ex-Beatle, é uma forma de contribuir, individualmente e sem grandes esforços, para a batalha contra o aquecimento global. A carne pode ser medida em emissões de CO2: ingerir um quilo de carne bovina equivale a viajar 250 quilómetros de carro.

A FAO - Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação – alertava, em 2006, que o sector da pecuária emite mais gases de efeito estufa, 18%, medido em relação ao equivalente em dióxido de carbono - que o sector dos transportes. Dessa percentagem, uma parte importante corresponde ao metano, um gás que tem o potencial de acumular 23 vezes mais calor do que o CO2. O sistema digestivo dos ruminantes, especialmente o das vacas, faz com que esses animais emitam metano através de arrotos e eliminação de gases intestinais.

Daí que seja importante uma mudança de comportamento nos consumidores. A carne e o leite são símbolos de bem estar. Os países em desenvolvimento não querem ficar de fora e começam a imitar os hábitos alimentares ocidentais. Na China e na Índia já se bebe leite e come carne de vaca. E mais, o consumo de carne no mundo multiplicar-se-á, em meados deste século, segundo a FAO. Do lado da oferta, uma drástica redução do consumo seria também problemática: cerca de 1.300 milhões de pessoas sobrevivem graças ao sector da pecuária.

Segundo o El País, a linha da FAO não é a de apoiar uma redução no consumo. Pelo menos, não como receita para todos os países. "Não é uma boa recomendação em escala global, porque os países pobres devem aumentar o consumo de carne nas suas dietas", defende Pierre Gerber, responsável por políticas pecuárias da organização.

Por outro lado, nos países ricos, come-se muita carne. José Manuel Ávila, da Sociedade Espanhola de Nutrição, aconselha: "Deveríamos adaptar a nossa dieta ao nossa gasto em proteínas, comer de tudo um pouco menos e tratar de substituir parte das proteínas por carboidratos", opinando que uma campanha como a de McCartney em Espanha será boa. "O consumo recomendado é de oito vezes por mês". Ou seja, duas vezes por semana. "Ainda que a carne, em sua justa medida, seja muito necessária", suaviza.

O Fórum Mundial de Investigação sobre o Cancro, com base no Reino Unido, recomenda limitar o consumo de carne vermelha, como a de vaca, porco e carneiro, e evitar por completo as carnes processadas - como o bacon e o salame. Para reduzir o risco de sofrer de cancro, o consumo não deveria ser maior do que 500 gramas por semana.

Em todo caso, a defesa dos produtores vai além dos números. Eles afirmam que "o assunto está a ser exagerado". Segundo Javier López, porta-voz da Associação espanhola de produtores de gado bovino, "é ridículo pensar que comer menos carne vai solucionar o problema da mudança climática. Restringem a alimentação das pessoas e não se questiona o modelo consumista de energia em que vivemos." E acrescenta: "com certeza Paul McCartney não se pergunta sobre o uso do ar condicionado, sobre as viagens de avião e jactos particulares para o outro lado do mundo. Há muita demagogia."

A cidade de Gante, na Bélgica, foi a primeira a juntar-se ao clube e já declarou as terças-feiras como o "dia vegetariano". Vários chefes de cozinha no Reino Unido apoiaram o projecto de McCartney e criaram receitas vegetarianas para a página da campanha na internet. A receita desta semana é do próprio McCartney: "A salada de Paul de lamber os dedos". Folhas de espinafre e rúcula, tomates cereja, abacate e queijo feta.


fonte: El País


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