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Inovação agrícola reduzirá pobreza e ajudará a estabilizar o clima
| Por Pedro Vacas


Muitos estão à procura de aumentar a eficiência do sistema alimentar mundial já que quase um bilhão de pessoas estão famintas, 40% do stock mundial de comida é deitado fora antes de ser consumido.

O Worldwatch Institute, uma organização voltada para sustentabilidade ambiental e bem estar social, lançou o relatório ‘State of the World 2011: Innovations that Nourish the Planet’, que ressalta sucessos recentes na inovação agrícola e delineia maneiras de reduzir a fome e a pobreza global enquanto minimizam o impacto da agricultura sobre o meio ambiente.

“O progresso apresentado neste relatório informará os governos, legisladores, ONGs e doadores, oferecendo um roteiro claro para a expansão e replicação destes sucessos em outros locais”, comentou o presidente do Worldwatch Institute Christopher Flavin.

O relatório foi produzido pelo Programa ‘Nutrindo o Planeta’, que visa analisar as inovações agrícolas mensurando a sua produtividade, sustentabilidade, diversidade e saúde dos ecossistemas. Especialistas analisaram centenas de inovações que já estão a ser implementadas produzindo 15 maneiras comprovadas, sustentáveis e abrangentes de reduzir a pobreza e a fome ao redor do mundo.

“A comunidade internacional tem negligenciado seguimentos inteiros do sistema alimentar nos seus esforços para reduzir a fome e pobreza”, comentou a co-diretora do Programa Nutrindo o Planeta do Worldwatch Danielle Nierenberg.

“As soluções não virão necessariamente da produção de mais comida, porém mudando o que as crianças comem nas escolas, como os alimentos são processados e vendidos e quais os tipos de negócios na alimentação que estamos a investir”.

Num momento em que os investimentos globais na inovação agrícola caíram de 16% para 4% em apenas duas décadas, sendo que espera-se que a crise económica diminua mais ainda, o relatório facilita ‘gastos inteligentes’ ao informar as fundações e governos sobre quais os esforços que provavelmente trarão mais resultados positivos.

Entre as inovações detalhadas no relatório está a “jardinagem vertical”, um método de agricultura urbana que cada vez mais está a ser praticado nas cidades ao redor da África e em outros locais do mundo. Em Kibéria, Nairóbi, a maior favela do Quênia, mais de mil mulheres agricultoras estão a usar esta técnica simples, barata, que conserva água e oferece uma maneira confiável e eficientes de cultivar alimentos para uma população que deve crescer 60% até 2050.

Na Gâmbia (país da África Ocidental), 6 mil mulheres organizaram a cooperativa de exploração de ostras que resultou num plano sustentável para um local que anteriormente era degradado devido ao excesso de pesca dos recursos.

Na África do Sul e Quênia, pastores estão a trabalhar para preservar variedades nativas de animais cujas adaptações às condições quente e seca da região devem-se tornar valiosas com as mudanças climáticas a aumentar a aridez. Com 15-25 milhões de pessoas a depender da criação de animais, a África tem mais pastos permanentes do que qualquer outro local no mundo.

Estima-se que 33% das crianças africanas estão a passar fome ou são mal nutridas, um número que deve crescer para possivelmente 42 milhões até 2025. Em Uganda, o programa ‘Developing Innovations in School Cultivation (DISC)’ está a trabalhar com jardinagem de vegetais nativos, educação para nutrição e habilidades de cozinha visando ensinar as crianças como cultivar variedades locais e combater o deficit de comida enquanto revitaliza as tradições culinárias nacionais.

Fonte: I.C.B.


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